terça-feira, 12 de novembro de 2013

Procura-se


Procura-se


Muitos diriam ser futilidade e outros acreditariam nesses primeiros. Alguns ignorariam dizendo ser drama. Ela poderia ser chamada de rainha do drama, mas definitivamente, isso era muito maior.

Nesse momento ela estava em seu quarto com o rádio no ultimo volume. Seus ouvidos eram preenchidos com ” My chemical romance”, enquanto o que restava de si era despreenchido de qualquer esperança.

As lágrimas não davam trégua, nem mesmo todas as duvidas que pairavam em sua cabeça.

Seu coração batia tão alto que ela poderia senti-lo pulando pra fora, mas estava muito ocupada com a dor insuportável que crescia e parecia quebrar suas costelas uma por uma, torturando-a. Ela poderia escrever uma lista sem fim de todos os seus motivos, mas chegou à conclusão de que não devia explicações e sabia que, de qualquer forma, ninguém iria ouvi-la.

A única coisa que queria era paz. Procurava-a nas gotas que vinham da escuridão do céu e colidiam com sua pele, no vento gelado e incansável, no barulho das folhas caindo das árvores... Tudo que ela ainda encontrava eram o ódio e a vontade de deixar tudo para trás.

Tudo aconteceu rápido demais.

Aproveitou o barulho do rádio, que impedia qualquer um de escutar o que quer que ela fizesse, e desceu as escadas. Em pouco tempo viu-se na rua, em meio ao barulho dos carrose a luz alaranjada dos postes. Seus pés seguiram em um ritmo descompassado e só parou após notar o quão longe estava. Sentia-se segura com a distância que criara. Sentou-se na guia da calçada e esperou que o crepúsculo levasse seus temores.

Foi quando ele apareceu atrás dela, fazendo com que nascesse um grito estridente dela. Sim, ele estava lá. Trouxe junto consigo o sorriso dela.

Beatriz.

Um comentário:

  1. Eu já tinha dito que me apaixonei por esse texto, mas não custa dizer de novo, certo? Pois é, estou apaixonada.

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