Estávamos planejando começar
resenhas de livros no blog, e aqui está o primeiro candidato: Moby Dick, de
Herman Melville.
O livro, datado de 1851 é um
clássico da literatura inglesa. Quando foi lançado, sua recepção por críticos e
pelo público não foi das melhores, porém veio a ser um dos mais respeitados e
seu autor, um dos maiores escritores estadunidenses.
A versão que li é uma adaptação do
volume original de 695 páginas, sintetizadas em 210 páginas em português. A
história é de um marinheiro que decide embarcar pela primeira vez em um navio
baleeiro. Ele escreve sobre os acontecimentos do navio, tanto a rotina de um
navio baleeiro quanto os conflitos emocionais e a busca do capitão Ahab em
encontrar e matar a cachalote mais conhecida de todos os mares: Moby Dick.
Quando peguei o livro, achei que
seria uma leitura cansativa, mas me surpreendi. Embora ele não tenha um
andamento tão dinâmico quanto outros livros, a história flui sem deixar escapar
detalhes, e suas descrições facilitam o leitor à montar o cenário onde
acontecem os conflitos. Os capítulos de perseguição prendem a atenção, e apesar
de ser uma ficção, a caça às baleias é retratada fielmente de como é em
realidade.
Os personagens possuem
características marcantes e personalidade forte. O capitão Ahab me lembra um
pouco o personagem Gregory House da série House. Sem uma das pernas, o capitão
comanda o navio, convencendo os marinheiros e o próprio leitor de sua busca
pela baleia.
O enredo é rico, a história é
contagiante e ainda há toda a “filosofia” envolvendo os personagens, questionando
a índole humana e dando uma vontadezinha de navegar pelo mundo. Apesar de
antigo, muitos dos questionamentos presentes no livro são atuais.
Bom, recomendo a leitura para
aqueles que gostam de uma aventura bem mais real e contagiante do que costuma
ser na maioria dos livros.
Luisa
