
Hey.
Voltei do exílio caros leitores. Eu e a Beatriz, agora formadas em Secretariado, vamos procurar postar com mais frequência por aqui. Hoje eu trouxe um texto fruto de uma discussão em aula sobre valores culturais. A Semana de Arte moderna, para quem não sabe, foi um marco cultural brasileiro, onde os artistas utilizaram-se da "antropofagia cultural" para pegar os moldes europeus e injetar cultura brasileira. Trazendo isso para os dias atuais, como é a nossa cultura hoje? Lembrando que, não, eu não odeio cultura internacional, pelo contrário, tem muita coisa boa e que merece ser valorizada. Mas nós, brasileiros, podíamos produzir uma cultura boa também, não?
Ah, discordâncias, opiniões... Bem, qualquer coisa, comentem :)
Procura-se Artistas
Um grupo de artistas uniu-se, alugou um espaço e contrariando toda a "belle époque", a cultura europeia bonitinha que a elite brasileira tanto cultivava, criou algo novo. Nos moldes bonitinhos, mas com sangue nacional. Estava feita a semana de arte moderna, uma das modernidades mais rejeitadas quando ainda era novidade.
Mas hoje a coisa é diferente. As "modernidades", o celular com a tecnologia mais estranha é perfeitamente aceito, tudo de novo é utilizado. Mas você já pensou no que quer dizer a palavra sony? Ou então, a sigla LG? Estamos mesmo ainda falando a nossa língua?
Não é novidade que o Brasil não tem lá um dos melhores ensinos. Também não é novidade que o governo tem a sua grande culpa. Porém, o governo não está nas escolas, estudando ou ensinando. Nem nas casas, escolhendo os livros que você lê, os sites que visita, as músicas que ouve. E duvido que uma das suas favoritas não seja em inglês, assim como o nome da rede social acessada, ou o best seller da estante.
Já ouvi em todos os lugares e de todas as pessoas que o Brasil é pobre em cultura. Mas oras, quem fez a cultura do Brasil? Ou será que é mais fácil copiar os modelos bonitinhos? Resultado de tudo isso: importamos cultura, celulares, televisões, carros e até nossas marcas, com nomes não nativos.
Se o Carnaval é pra turista ver, falta um brasileiro que queira se mostrar como algo à mais que peito e bunda. E se é pra importar algo, que sejam cérebros funcionais.
Luisa