Não sou muito fã de séries. Podem me criticar, mas é só uma característica minha. Porém, a série; House sempre me chamou a atenção, e após conseguir todas temporadas emprestadas, é um dos meus passatempos de férias e noites de sexta-feira. No meio desse passatempo, eis que surge uma reflexão.
Para acompanhar, Dr. House, Hugh Laurie - Unchain My Heart :)
Refazendo os Passos
Depois de várias tentativas de
reconectar a internet, desisti e fui para o sofá. A chuva caía lá fora como se
tentasse dissolver o mundo, e eu, apenas alheia à sua fúria, aproveitava o
barulho. Coloquei mais um DVD do único seriado que gostava de assistir e fiquei
deitada, abraçada à uma almofada.
O personagem principal não era o
bom moço. Ele era arrogante, cruel e infeliz, mas acabava por fazer a coisa
certa. Como não sou muito fã das telas, dificilmente um personagem de TV me
envolvia, mas aquele se mostrava uma clara exceção. Meu pai dizia que era pela
crueldade e inconsequência dele, só que isso então faria qualquer vilão ser
fascinante e isso não era o caso. Por que ele?
Sempre tive medo de errar.
Mantive meus ideais como uma muralha entre meus sentimentos e minhas decisões.
Sacrifiquei muitas vezes, aquela vontade maluca que tinha, dando lugar ao que
era considerado socialmente correto. Fiz isso tantas vezes que era considerada
santa, perfeitinha, queridinha. Tinha a inveja nas minhas costas sobre coisas
que não eram assim tão invejáveis.
De repente me vi em um tempo
inconstante, uma realidade que me custara para acreditar. A idade não
contribuía, a situação também não. E eu tomava aquela decisão “bonitinha”, sem
chances de erros só para ser a garota inteligente e bondosa de sempre.
E surpreendentemente, errei.
Era isso que aquele personagem me
fazia encarar. Por mais errado e inconsequente que ele fosse, ele não errava de
verdade, tudo acabava bem apesar de ser o cara mais idiota que podia ser. Eu
sabia que não era a vida real, mas eu era a prova viva de que o oposto também
acontecia. Nem fazendo o 100% certo, tudo daria certo no final como um problema
matemático.
O episódio travou na cena que
definia seu final. Por mais indignação que eu sentia, sabia que ele escreveria
certo por linhas tortas mais uma vez, e que tudo ficaria bem. Levantei do sofá,
vesti uma roupa e saí de casa, na chuva. Caminhei até não sei onde, pela
estrada do não sei o quê, só pra ver onde iria dar.
Pela primeira vez, quis fazer o
certo pelas linhas tortas. Não pelo seu resultado, mas apenas por seguir pela
estrada que nunca ousara me aventurar.
Luisa
Muitas vezes por escolhermos o caminho certo, calmo, acabamos perdendo alguns acontecimentos que seriam definitivamente bons pra nossa vida se abríssemos um pouco mais as rédias das situações... Afinal, nem sempre tudo sairá perfeitamente em ordem sempre. Uma hora, tem que ter alguma coisa errada acontecendo para nos provar mais uma vez que ninguém é perfeito...
ResponderExcluirAdorei o cabeçalho que a AnaLu fez, ficou tão meigo!
http://asalvarmomentos.blogspot.com.br/
a vida é estranha, a sociedade é cruel, moralista e preconceituosa, então como viver em meio a pessoas assim? Não procure justificar suas atitudes, viva com sua consciência em harmonia e sempre estará certa. Procure ser e fazer o que realmente tem vontade pois nunca estará livre do julgamento alheio.
ResponderExcluir