Ruas solitárias
Eu sou apenas aquele menino de sitio que está sozinho e joga pedras no lago para dar os três pulinhos. E quando estou fazendo isso, sou menos solitário que essa gente toda.
É quando uma senhora indo ao hospital esbarra com um cara de terno indo ao trabalho. A velha geme baixinho, a pancada foi forte. E o homem, sem pedir desculpas, reclama de seu terno e grita “olha por onde anda”.
Um outro cara está louco tentando estacionar e então finalmente um carro dá ré em uma vaga para sair. Alívio, ele vai conseguir. Era o que pensávamos, quando surgiu um carro na outra faixa, indo pro outro lado e que acelerou pra cima da vaga. Buzinas e xingamentos.
O ônibus para no ponto e quase todos levantam para subir. As pessoas se atropelam, empurram moças com crianças de colo e até idosos. Tudo por um assento.
Não há mais a política da boa vizinhança. Vivemos a lei do mais forte. É cada um por si. Então, antes de falar que a humanidade está perdida, faça sua parte deixando essas ruas menos solitárias.
Beatriz.
Adorei o texto !
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O texto ficou muito bom
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