sábado, 18 de janeiro de 2014

Ruas solitárias

No embalo de surtos, escrevi este textinho ~revoltado~. Plenas férias e eu vi pessoas quase arranjando confusões por coisas idiotas, então escrevi desejando que essas pessoas entendessem mais algumas coisas.



Ruas solitárias


Na maior parte das cidades, ruas lotadas. Trânsito. Buzinas. Pessoas andando nas ruas. Indo ao trabalho, à escola, à creche e sabe-se lá mais onde. Tenho pena dessas ruas, são as mais solitárias. Ninguém se olha, ninguém interage. Aqueles que caminham a pé são sugados por seus fones, ou por seus narizes arrebitados para cima (o que lhes impede de ver as outras pessoas).
Eu sou apenas aquele menino de sitio que está sozinho e joga pedras no lago para dar os três pulinhos. E quando estou fazendo isso, sou menos solitário que essa gente toda.
É quando uma senhora indo ao hospital esbarra com um cara de terno indo ao trabalho. A velha geme baixinho, a pancada foi forte. E o homem, sem pedir desculpas, reclama de seu terno e grita “olha por onde anda”.
Um outro cara está louco tentando estacionar e então finalmente um carro dá ré em uma vaga para sair. Alívio, ele vai conseguir. Era o que pensávamos, quando surgiu um carro na outra faixa, indo pro outro lado e que acelerou pra cima da vaga. Buzinas e xingamentos.
O ônibus para no ponto e quase todos levantam para subir. As pessoas se atropelam, empurram moças com crianças de colo e até idosos. Tudo por um assento.
Não há mais a política da boa vizinhança. Vivemos a lei do mais forte. É cada um por si. Então, antes de falar que a humanidade está perdida, faça sua parte deixando essas ruas menos solitárias.

Beatriz.

2 comentários:

  1. Adorei o texto !

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  2. O texto ficou muito bom
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