sábado, 30 de novembro de 2013

Opinião

Hey.
Hoje resolvi falar um pouco de um assunto que há muito anda rondando minhas ideias. Tantas discussões que vejo sobre esquerda e direita, feminismo, homossexualismo, muitas das quais não levam à nada se não uma opinião mais inflexível de pessoas que deveriam estar abertas às tantas mudanças que o mundo anda nos trazendo. Enfim, Red Hot Chili Peppers - Can't Stop de trilha sonora, mais pela melodia em si. Aproveitem.

Opinião

Existem coisas divergentes na cabeça de cada um. Ninguém tem sempre as mesmas opiniões em tudo que outra pessoa, e ninguém tem uma opinião absoluta para tudo. Opinião é algo mutável, maleável, que pode variar com o tempo e com cada pensamento nosso.
Nenhuma opinião é inquestionável. Se algo nessa vida fosse inquestionável, o que seria dos tantos filósofos e crianças curiosas deste mundo?  Tudo precisa ter seus contras, para só assim, ter seus prós.
Quando se trata de minha opinião, gosto de estudar não só opiniões, mas também os respectivos pontos de vista onde nasceram. Opiniões as quais considero arcaicas são as de ponto de vista limitado. Naquela visão do dono da opinião arcaica, ele está certíssimo. Porém, é como se olhasse o mundo com uma viseira, e não enxergasse os outros caminhos além daquele caminho padrão no qual o fizeram seguir.
Discussões de opiniões como as de direita e esquerda é o tipo de discussão que me faz perder a fé na liberdade. O mundo não é feito apenas de duas “visões padrão” e você não precisa seguir tal e tal ideal, ou outro tal e tal ideal para ter uma opinião política. Sou apartidária pelo simples motivo de não ver razão em seguir estritamente uma linha de raciocínio político que alguém criou conforme sua vida, e não a minha. Prefiro criar minha própria linha que combine mais com a realidade em que vivo.
Opinião é opinião. Cada um cria a sua, trata com amor e carinho, molda ao seu ver, e quando acha que está forte o bastante, a deixa livre para conquistar o mundo. Umas se tornam importantes, outras são apenas esmagadas por essas consideradas de poder.

Quem sabe se um dia existir igualdade entre pessoas, exista igualdade entre opiniões.

Luisa

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Hipocrisia Pessoal

Hey.
Andei meio sumida esses dias, estava um pouco atarefada demais para meu gosto. Em compensação (ou não), trouxe um texto um pouco maior que o normal, não que isso seja exatamente uma vantagem, mas acho que para o tema, valeu á pena umas linhas á mais. A música que talvez mais combine é a Cazuza - Ideologia,  porque todos temos uma ideologia afinal, só falta achar. Boa leitura (:




Hipocrisia Pessoal

No fim das contas, todos somos hipócritas com a última pessoa que pensamos ser. Com nós mesmos.
Durante a vida, quantas vezes não se muda de ideia? Uma garotinha quer ser bailarina, depois de uns anos professora, e durante boa parte de sua vida muda de gostos para uma decisão que deveria ser única, para a vida inteira. Quando fica mais velha, vê que seus sonhos não correspondiam à realidade, e mais uma vez, muda de rumo para algo que condiz mais com o meio em que vive. Apenas nessa trajetória, o quanto não se traiu o próprio pensamento apenas na infância?
Esses dias, li uma pergunta que dizia, “A criança que você era se orgulharia da pessoa que você é hoje?”. Fugindo um pouco da intenção da frase, me perguntei se essa pessoa que você é ainda se vê naquela criança. A criança tem uma pureza gerada pela não vivência dos fatos que ouviu falar, sabe o que é certo e o que é errado apenas por dizerem ser assim, e quando começa a interpretar por si mesma as situações, percebe que nem sempre há uma resposta pronta para qualquer decisão. Nós mudamos só por vivermos, e quebramos nossos ideais  por não serem mais viáveis à realidade.
A criança negou as suas próprias verdades para ser o que é você hoje. A única coisa que ainda liga você àquela criança tornando-as uma só pessoa é seu sentido. Sentido é o que nos move a vida inteira, a razão pelos seus ideais serem esses, não outros. Algo em você nunca será traído, e mesmo que não saiba, a auto hipocrisia nunca atinge por inteiro. Não mudando seu sentido, ser hipócrita não é tão ruim como se pensa.

Por mais que suas células mudem, você respire novos ares e aspire novos caminhos, se não trair sua razão de ser, nunca mudará o que você é.

Luisa

Olhares: Colors









quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Firefly



Tem um tempo, mas ainda me deixa meio inspirada e com uns sentimentos loucos quando lembro da Jessie...
Walking in the air - Tarja, porque eu estava ouvindo quando resolvi postar.


Firefly




Passei com meu olhar pela janela, avistei lá em baixo uma senhora tendo sua bolsa puxada por um rapaz. E entre aquela incessante tosse que me acompanhava o tempo todo dei uma risada. Voltei a olhar para o quarto. As cortinas azuis claro já estavam ficando emboloradas, as paredes brancas estavam tomando uma cor negra, para todos os lados havia pó e o odor do meu corpo se decompondo naquele quarto era insuportável. E vendo tudo isso, ri com mais vontade. Lembrei por mais uma vez da minha maravilhosa jornada miserável.

Todas as lembranças mantinham-se vivas em minha mente, saltitavam, latejavam. E uma delas valia à pena libertar para que se uni-se a mim naquele lugar, sabendo que aquela seria uma das últimas vezes que teria a honra de pensar em algo.

Cheguei a conseguir ouvir os suspiros dela. Eu estava sentado no ponto de ônibus a observar os pombos quando ela desceu com uma mala gigantesca e saiu arrastando-a.

– Jessie! – Gritou a velha jornaleira daquela minúscula cidade.

A menina com uma blusa vermelha enorme olhou para trás, deu um sorriso tímido quando a mulher acenou e depois seguiu descendo a rua, sumindo ao virar em alguma esquina sem nem ao menos notar que eu a seguia com os olhos. Ouvir seus suspiros havia me deixado instigado a ouvir seus gritos de desespero.

Lá estava o dia sucessor e novamente eu me coloquei sentado no ponto de ônibus. Esperanças de encontrar Jessie por ai. Um novo habitante perdido, alvo perfeito, não?

Horas se passaram, mas nenhum ser vivo que se parecesse com ela passou por aquela praça. Levantei-me e caminhei pela cidade, retornando apenas no fim do dia para lá. Caminhei até a banca e comecei a folhear todo papel que encontrei. A velha ficou me observando sem dizer nada.

– Dona Anita, aqui está a pasta que te falei pela manhã. – Dizia uma voz doce.

Pelo canto do olho vi o rosto delicado. Ela voltara. E novamente usava um blusão vermelho grande demais para o seu tamanho.

– Ah, sim, querida. – E assim abriu a pasta. – Lindos, querida, lindos.

De soslaio notei que o interior da pasta era preenchido por diversos desenhos. Isso deixava as coisas interessantes. Desviei o olhar quando Jessie pareceu perceber algo. Peguei uma revista qualquer e levei até a velha Anita. Tirei uma nota do bolso e deixei em cima de uma pilha de livros grossos.

Ao lado tinha um velho banco de madeira apodrecendo e ali mesmo me sentei para ouvir as duas conversarem. O que a velhinha dizia era tão baixo que não se podia escutar.

– Ah, eu vim porque as coisas não estavam fáceis lá na cidade grande. – E uma pausa enquanto a velha deveria estar dizendo algo. – Não, problema algum. Eu já tenho lugar para ficar e trabalho... Bom, logo encontrarei algum.

A conversa não se estendeu muito depois disso, e a garota mais uma vez foi embora. Mas agora, sem perca de tempo, me coloquei a segui-la enquanto escurecia.

Não muitos quarteirões depois ela entrou em um pequeno prédio e só mantive proximidade até ouvir qual era o seu andar, me colocando no momento seguinte na calçada do outro lado da rua.

Segundo andar. Posso ver as luzes serem acesas por entre as frestas da persiana. Ouviam-se passos no assoalho podre de madeira até o barulho do virar de chaves na porta do banheiro. A janelinha redonda iluminou-se e então começou a ficar embaçada pelo vapor da água quente.

Algum tempo depois o vapor começou a se dissipar e pude ver seu vulto de costas. Seus cabelos negros estavam agora molhados. Passou a mão no espelho para poder se ver e sem perceber, me deixando ver também. E só houve mais um segundo antes que ela juntasse todo o cabelo em uma das mãos e passasse a tesoura. Os fios caíram no chão e eu pude ver um leve alivio em seu rosto.

E no dia seguinte fiquei novamente sentado no banco podre esperando-a. Vi quando ela estava chegando perto, passaria na minha frente antes da velha poder notar sua presença. Deu alguns passos com seu andar costumeiro, as mãos se aquecendo nos bolsos de outra blusa vermelha qualquer, até o passo que lhe deixou de costas para mim. Em um meio movimento passei um dos braços pelo seu pescoço e tampei sua boca com a outra mão. Mas ela nem sequer tentou gritar ou fez força para se livrar de meus braços.

Logo estávamos em minha casa. Joguei-a no carpete imundo da sala e ali ela ficou caída sem dizer uma palavra.

– Não vai tentar sair correndo? Ou começar a chorar? Nem ao menos tentar gritar por socorro? – Indaguei.

Fez que não com a cabeça.

– Qual o seu problema? Isso é um seqüestro menina! E até você conseguir algum resgate ficará aqui comigo.

– Resgate?

– É, sabe, aquela coisa de darem dinheiro pra que eu liberte você. – Respondi, mesmo achando que ela estava debochando da minha cara.

– Sei, eu sei. Mas quem vai pagar você?

– Sua família, seus amigos, eu sei lá, qualquer pessoa. Sua vizinha chata, seu ex namorado abelhudo, seu padrasto. Mas arranja alguém.

– Não. – Retrucou.

– Não? Como não?

– Não tem ninguém.

– Ah, vai fazer jogo duro então? Ta bom, você vai ficar aqui e fará tudo aquilo que eu mandar. – Disse então, sem obter nenhum desespero da parte dela.

Com isso ela foi trancada em um quarto tão vazio quanto minha alma. E lá ficou, sem higiene alguma, comendo restos, quase não dormindo. A janela trancafiada não deixava ter luz alguma tirando a lâmpada que ficava pendurada no teto por um fio quase estourando, além de piscar sem parar.

Jessie sofria maus tratos todos os dias, mas nunca gritava. Eu a obrigava a arrumar a casa, me dar comida na boca, e tantas outras barbaridades. Mas suas pernas estavam sempre amarradas com uma corda, uma na outra. Depois de fazer o que eu mandasse ela passava o resto do tempo trancafiada no cômodo piscante.

E assim se seguiu por mais ou menos um mês. Sua face ficava cada vez mais magra e com aspecto de doente. Seus olhos fundos, sua boca sem cor. Minha maldade estava sendo alimentada pela vontade de ter seus gritos ecoando por todo lado, até eu ter uma última ideia enquanto ia dormir.

Mas não peguei no sono. Ouvi a porta do outro quarto se abrir. Ela estava fugindo. Sai correndo e não a encontrei em parte alguma. Certamente ela iria me entregar e eu teria que fugir para alguma outra cidade. Que burro que havia sido, como esqueci de colocar o cadeado na porta? Não importava mais. Caminhei pelo corredor. A porta de seu quarto estava fechada. Resolvi abrir, mesmo não havendo esperanças. E para minha surpresa ela estava lá.

– Eu ouvi a porta. –Falei, mesmo sabendo que era uma coisa idiota a ser dita.

– Você não trancou. – Explicou ela.

– Você tentou fugir. – Retruquei.

– Não. Eu só estou com fome.

Peguei seu braço magro e a puxei para outro quarto. Parecia que eu a quebraria a qualquer momento, seu corpo já não resistiria muito mais. No centro do quarto tinha uma escrivaninha e um banquinho. Sentada lá ela me olhou com sua íris quase sem cor esperando o que eu tinha a dizer.

Em cima da mesa tinha um lápis e um papel.

– Me desenha. – Ordenei.

– Ta.

– Nu. – Expliquei, mas ela não mudou muito sua expressão e apenas esperou que eu retirasse minhas vestes.

Começou os traços e não parou até avistar um vagalume do lado de fora da janela e dar um meio sorriso.

– Desenha logo! – Gritei. – O que está olhando afinal?

– Humanos são como vagalumes. Todos têm uma pequena luz. Mas um dia ela se apagará e todo seu brilho será esquecido. – Disse com dificuldade. Parecia que não conseguiria mais se mover.

E durante aquela noite ela se foi. Lembro de ter entrado no quarto e ver seu corpo caído no chão, com as pernas amarradas como de costume. Mas dessa vez não havia alma alguma ali.

Segurava em seus braços um caderno marrom, capa grossa velha, sem detalhes. E dentro dele seu universo estava escrito. Pude notar que Jessie já não estava mais viva há bastante tempo. Não tinha amigos, não tinha ninguém. Talvez seu espirito já a tivesse deixado antes de seu corpo perder as ultimas forças.

E aquela banca, naquela praça esquecida... Nunca mais se abriu.

E assim observei quando as enfermeiras entraram em meu quarto gritando, desesperadas. Depois de tantos anos, já tão velho, eu iria encontrar Jessie novamente.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Olhares: Feriado!

Nesse feriado eu tirei muuuuuuitas fotos e coisa e tal. Aproveitando, ouçam Dance dance dance - Likke Li. :D










Olhares: Admire o dia














Olhares: People

Pretendo mostrar pra vocês um pouco do meu olhar sobre o mundo. Como disse na descrição, ando sempre com uma câmera, acredito, então, que sempre teremos material fresquinho para cá :D










domingo, 24 de novembro de 2013

Participação especial - João Gabriel de Oliveira Moraes

Hey.
Hoje começo com a primeira participação especial de um exímio artista (e amigo para todas as horas) João Gabriel. Há pouco tempo ele recebeu a missão de fazer algo que dissesse quem é ele (missão essa que também tenho, mas no meu caso, não originou nada ainda) e então, eis que surge essa poesia que é de fazer sorrir após ler seus versos. Clipe Felicidade, pra quem estiver afim de ser feliz.
Aproveitem (:

Quem sou? Não sei
Entender a si mesmo é sentir
As couraças que construímos em nós
E usar da mente para fazê-las sumir
.
Entender a si mesmo
Na qualidade do era e não do é
É oque faz com o agora seja um "presente"
para se poder descobrir e ser quem é
.
Mas só se sente tal necessidade
Depois de ter passado por uma tempestade
E por isso agradeço, com um sorriso de lado a lado
a qualquer um que já tenha me prejudicado.
.
Fazer da queda, acrobacia
E de várias acrobacias uma dança ritmada
O ritmo é de um coração batendo
E o gesto, de uma ave libertada.
.
Agradeço à todos que me deram sorrisos
E que me ajudaram a me elevar
Agradeço muito aos professsores
que realmente sabem ensinar
.
Agradeço às línguas perversas
Que fizeram eu temer me expôr
Graças ao ódio que antes senti
Hoje eu vibro oque é amor.
Trechos selecionados do Livro "Pingos nos I's " - João Gabriel de Oliveira Moraes

Luisa

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cicatrizes



Hey.
Ontem não postei nada por aqui pois tive alguns problemas, do tipo chegar eem casa morta de cansaço. Hoje estou postando e espero daqui à uns dias poder trazer coisas novas para o blog, então aguardem. Titãs - Enquanto houver Sol, Aproveitem (:


Cicatrizes

A alma guarda marcas. Hematomas e cortes das pancadas que a vida nos dá. Feridas do coração que doem dia-a-dia, são infecções da alma. Infecção que algumas vezes começa a apodrecê-la caso não sejam tratadas.
Esses dias ouvi a expressão “negro de alma branca”, um ditado antigo um tanto preconceituoso, momo se todos colonizadores tivessem uma alma boa.
Hoje essa expressão pode ser traduzida em “pessoa de alma leve”. Leve por que a intenção de uma alma é deixar todo peso sobre ela para trás, limpando suas feridas, aceitando suas cicatrizes e aprendendo com as marcas de suas quedas. O peso de tudo isso fica na alma, que devia ser a coisa mais pura de alguém.

Mesmo com a tristeza e desilusão, não deixe os tapas que a vida te dá pesarem em seus sentimentos. Deixe a alma leve, limpe a mente, respire fundo e largue todo peso que ainda tem em seu corpo. Cicatrizes não matam, apenas as feridas que não se deixa curar.


Luisa.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Silêncio

Hey.
O texto de hoje eu escrevi em um ônibus barulhento (ironia do destino) enquanto voltava para casa me equilibrando entre curvas em um dos bancos estreitos não muito confortáveis do transporte público. Tinha me ocorrido uma situação que me provara como o silêncio se faz necessário em determinadas horas, principalmente para tomadas de decisões. Bom, como mais uma ironia, como quebra do silêncio deixo The Sound of Silence.


Silêncio

Silêncio tem seus vários tipos. Tem aquele silêncio necessário, do ápice da concentração de uma prova de vestibular. Tem aquele silêncio do suspense de um gol, da expectativa de algo. Tem o silêncio de algo perdido ou algo não dito, o silêncio dos gritos entalados na garganta.
Leve ou pesado, o silêncio se faz necessário em vários momentos da vida de cada um. Da mesma maneira que ele pode trazer o frio e a solidão de um quarto vazio, antes habitado, ele pode trazer em um abafado abraço, a companhia de alguém.
Mesmo ás vezes sendo doloroso e deixando um nó na garganta, o silêncio pode ser o melhor caminho para evitar aquele tipo de briga que só acontece quando não se pensa no que se diz. Quem não respeita um momento necessário de silêncio e o atropela, tropeça nas próprias palavras e em vez de dizer um pensamento, diz frases vazias, sem sentido. O silêncio se faz necessário até para se falar e ouvir. O poeta ou compositor necessita do silêncio para ouvir a melodia de sua própria alma e transcrever as melhores palavras no papel, que quebram o silêncio com honra.
O silêncio acaba sendo apenas a personificação do vazio, o audível do nada. Cabe á cada um de nós imaginar o espaço vago deixado por ele como um sofrimento á menos, ou uma solidão á mais.

Caso esse vazio não se encaixe em nenhuma dessas classificações, apenas aproveite o som do silêncio.

Luisa

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Realidade mentirosa



Realidade mentirosa


Pagou a mão do rapaz e levemente levou-o consigo, acompanhando-a. Adentraram na realidade colorida dela, ouviram o piano ao fundo enquanto o cantar dos pássaros sumia aos poucos e a grama úmida secava. Algodões doces caíam de pára-quedas e o vendo suave mantinha o clima agradável.

Ao avançarem mais alguns passos juntos suas mãos afrouxaram. Viram adiante um túnel quase sem iluminação e uma escada de pedra encontrava-se repousada ao seu lado. O ar ficou extremamente quente e úmido. As mãos começaram a suar e eles se soltaram. A menina prosseguiu com ele um pouco atrás dela. O piano foi deixando de existir e os pássaros há muitos tinha voado para algum lugar bem distante. O céu antes de um azul vívido e que até arrepiava, desceu cinza e prometeu que assim iria continuar.

Ficaram cercados por grande e altas árvores, uma folhagem rala, seca, destruída pelo tempo. Seus ouvidos eram preenchidos por ruídos de animais que espreitavam. Logo o som de passos estava nítido e vinha da mata, tornaram-se rápidos demais, alguém corria por entre as árvores desesperadamente e junto com ela veio uma voz aguda gritando por socorro.

Foi demais para ele; cambaleou para trás e sem pensar duas vezes deu meia volta. Talvez fosse loucura. Mais uma vez ela retornou para a garotinha que era, não havia mais nada a ser feito, ela e a voz que pedia por socorro foram deixadas, mais uma vez. Seus olhos vazios finalmente libertaram as lágrimas. Elas tornaram o ar ainda mais denso, sufocaram-lhe e levaram o que restava de forças em seu corpo.

Palavras & Ágata


Hey. 
Hoje resolvi postar poesia, mas como poesias minhas são consideravelmente curtas, resolvi postar duas. Espero que gostem, e que elas façam algum sentindo para vocês. De acompanhamento, Nando Reis e Ana Canas - Pra você guardei o amor.



Palavras

Se sou calada, palavras ocupam meu espaço
Se falo, palavras transbordam e não se acabam.
Palavras giram, vagam,
Cantam
Palavras moram em mim
Palavras choram
Mas agora sou uma casa vazia;
Abandonada no dia
Lar de vadiagem á noite
Frases procurando a morte
Por na luz do Sol não nascerem mais

Ágata

Era de pedra
Se derreteu
Entre olhares mansos
Cresceu.
Com palavras rudes
Queimou.
Não correspondido;
Amou.
E ele, que dizia ser de pedra
Se doou pelos mais tolos motivos
Tornando corações cativos
De frio, passando a ser vivo
Meu sangue corre contigo
Minhas dores são suas também
Mo fundo, meu nobre amigo
Coração, não sofra por ninguém 

Luisa


domingo, 17 de novembro de 2013

Quanto tempo?

Hey.
Hoje trouxe algo bem curto, mas é uma ideia que tive faz um bom tempo, e acredito ser a realidade de muitos jovens. Afinal, essa é uma fase cheia de ciclos, não? Mas embora seja assim, e aparente que todas as vidas se repetem sem nenhum rumo, algo lentamente vai mudando com o passar dos anos, e forma quem somos. Sem mais delongas, Legião Urbana - Tempo Perdido como trilha sonora, por ser uma das músicas que passei o dia cantando.


Quanto tempo?

Existem certas coisas em nossas vidas que parece estar presente na vida de todos. Frequentemente somos pegos por acontecimentos e sensações tão comuns que chegam á aborrecer, como se estivéssemos presos á mesma realidade que todo mundo, e não pudéssemos sair por aí criando algo novo sem antes sair de nosso mundinho.
Coisas como aquele frio na barriga, aquela conversa que fica na memória por dias. O sorriso que começa a ter um significado diferente, as borboletas no estômago. O sonho, a esperança.
As horas perdidas, as noites em claro. As tentativas de aproximação, a timidez. Os ciúmes sem sentido, a dúvida.
As tentativas, os foras. As perguntas, as respostas que não se queria. Os planos, a decepção, acompanhadas de raiva, tristeza, angústia. E enfim, o tão aguardado esquecimento. Até o próximo frio na barriga.
Sempre o mesmo ciclo, sempre a mesma história de todos que tanto se tenta mudar. Aí está, o “tentar fazer diferente” não existe em clichês. Mas o único clichê que não se sabe ao certo como vai acontecer é o esquecimento, e se teremos que passar por todas as provações mais uma vez, antes de acharmos nosso caminho. E aí resta a dúvida: Para isso, quanto tempo?

Luisa

Sem retroceder, por favor


Meio deprê, então... Skinny Love.

Sem retroceder, por favor


Bati a porta, em seguida o barulho das chaves sobre a pia. Joguei minhas sapatilhas dentro do armário no meu quarto, olhei para a cestinha cheia de panos coloridos e um novelo bagunçado. Ariel aproveitou o dia pra fazer a bagunça de sempre.

Ariel era minha gatinha preta. Minha única companheira desde que sai de minha cidade no interior, deixando todos pra trás. Sim, sou daquelas que veio tentar a sorte na capital.

Faço aula de piano e me mantenho com alguns trabalhos aqui e outros ali. Mas estou quase desistindo. As coisas não vão muito bem, o dinheiro que tem me sustentado é o que meus pais me mandam.

Sentei na beirada da cama e suspirei. Ariel entrou pela porta, tranquilamente, seu rebolar costumeiro, pulou na cama e deitou-se ao meu lado. Acariciei-a. Tirei minha blusa vermelha e logo que a deixei sobre a cama Ariel se deitou sobre ela, sabendo que eu iria tomar meu banho que era agora, rotineiramente demorado.

Voltei jogando a toalha em cima da cama. Sim, minha mãe ia me matar. E sim, eu jogo tudo sobre a cama. O chão estava repleto de fios do novelo e Ariel não estava mais no quarto. Vesti meu pijama e sai atrás da gata.

- Ariel, pare de aprontar! – Falei, entrando na cozinha.

Ela estava arranhando a porta do armário, fracassando ao tentar abri-lo. Tirei de dentro dele o que ela queria naquele momento, pipoca. Coloquei no microondas e depois fomos até a mini-sala da casa. Ligamos a TV em um filme romântico e meloso qualquer.

- Você adora me provocar, não é? – Disse enquanto ela se deitava em meu colo.

Ariel sempre me ouvia chorando por medo de ter que voltar pra casa. E não era medo da desaprovação dos meus pais, medo de ouvir “eu te avisei”, mas sim o medo de voltar pro lugar que eu sei que ele estará. E ela sabe que essa minha nostalgia eu afogo em uma tigela de pipoca e um filme qualquer pra me iludir mais uma vez.

Então pego no sono, apenas com o brilho da tela da TV pela sala e o som da Ariel ronronando. Só vou acordar duas da manhã, tremendo de frio, me dando conta de que você não vai aparecer, nunca mais. E é assim que eu quebro meu coração pela nonagésima sexta vez.

sábado, 16 de novembro de 2013

Não se diz "sentimentos"


Hey.
Hoje eu trouxe um texto mais filosófico, e bom, espero que gostem. Como acompanhamento ao banquete literário, Agridoce - 130 anos, sirvam-se e aproveitem.

Não se diz "sentimentos"

Raiva, amor, tristeza, culpa, ódio, paixão. Está além das linguagens e de qualquer outra expressão explicar o quê se passa em nossas mentes, corpos e corações. Uma pulsação acelerada pode dizer uma infinidade de coisas que nem sempre precisam ter a ver com amor.
 Uma pessoa é composta com tantas opiniões e suposições sobre tudo que não se pode querer separá-la em pequenas partes e etiquetá-las com palavras como “amizade” e “amor”. Aliás, essa situação se torna bem comum de acontecer quando aconselham conforme acontecimentos e coisas aparentes no exterior das pessoas, que apenas são a ponta do iceberg.
Um abraço, um beijo, simples gestos de pessoas próximas passam á ser a única fonte de sorriso em um determinado momento, já em outra hora pode-se querer um tempo sozinho, e que o mundo se resuma nas músicas que ecoam em seus ouvidos pelos fones. Ás vezes a vontade é de ouvir o rugido do vento na praia, e ás vezes a vontade é do silêncio e aconchego de uma cama quentinha. Palavras não são o suficiente para explicar essas sensações tão íntimas, elas possuem uma margem de erro muito grande para descrever algo como realmente é.

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Se levarmos isso para nossos sentimentos, nem mil imagens de mil cores valem mais que um compasso do coração.
Luisa

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Melodia

Hey.
Hoje vou postar uma poesia, não sou uma exímia poeta, mas como sempre, espero que gostem. Como trilha sonora, Los Hermanos - Morena. 


Melodia

Ouvir melodia é sonhar

Com o Sol da janela sentir
Fechar os olhos e então viajar
Atenção ao mundo, enfim seguir
Escute o vento e oquê ele sussurra
É a voz da alma gritando aos ouvidos
Dê atenção ao que te faz bem
E o que não importa será esquecido
E então, por que não viver?
Sentir o vento como um passarinho
Não é só com asas que se pode voar
Pode estar só, sem ser feliz sozinho
O azul do céu foi feito para te alegrar
E as cores das flores para o seu deleite
Estenda- se na grama fofa e deite
Deixe os sonhos vagarem pelo ar
Dos lábios permita que saia sua voz
Seja cântico calmo ou feroz

Ouvir melodia é sonhar

Luisa.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Um dia


Hey.
Hoje vou postar algo bem mais curto, mas é o que tenho á dizer. Como trilha sonora escolhi Hateen - 1997. 
Aproveitem.

Um dia

Um olhar perdido na escada, um sorriso que já não é mais o mesmo. Passeando pelas ruas, me pego encarando rostos tão familiares, mas hoje, tão desconhecidos.

Um dia rolei pela grama do parque com aqueles olhos travessos. Um dia jurei amizade por aquele sorriso carismático. Um dia conversei por longas horas com aquela voz tão esganiçada, mas familiar á mim.

Um dia fui uma garota, hoje sou outra. Em mim habitam as várias versões que já fui, umas com mais voz, outras que com o tempo definham em meu ser. Agora tenho outra vida, outros olhares, sorrisos, vozes. Isso não quer dizer que esqueci daqueles que passaram na minha vida, mas também não quer dizer que meu desejo é que eles voltem a fazer parte dela.


Ouvi uma vez uma frase que dizia “Se sente saudades boas de algum lugar, não volte mais á ele”. É, é isso que faço. Prefiro as vagas doces lembranças de meu passado, mas que ele fique lá, longe do meu futuro.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mundinho

Hey.
 Esse texto foi inspirado na minha trajetória (ainda bem curta) e nas mudanças que aconteceram de uns tempos para cá. Como trilha sonora escolhi Tempo Perdido - Legião urbana. 
"Temos nosso próprio tempo..."


Mundinho

Ao descer do ônibus, me deparo com uma vista bem conhecida. No final da rua passa um córrego que pontua perfeitamente o vale que existe no meio do bairro. Do outro lado há mais casas e ruas, e uma escola ao pé do morro.
Vendo aquelas árvores baixas e a quadra com os muros grafitados, me transporto para um tempo que deixou de me pertencer. O tempo do dia que eu estava lá, passando os dedos pelas entranhas daquelas paredes velhas.
Naquela época eu não sabia que o mundo em que estava podia ser tão pequeno. Não enxergava suas dimensões, o que para mim as tornava inalcançáveis. A vida era aquilo, andar pelas ruas, revirar a biblioteca e seus antigos títulos, mergulhar nas palavras em meio ao turbilhão de pessoas e ser um alguém não influenciável e inflexível naquele meio em que vivia.
Com 12 anos minha vida era aquele morro, aquele vale, aquela neblina matutina que me fazia pensar. Na minha mente, meus horizontes eram bem maiores, mas não correspondiam à realidade. Tudo parecia tão longe que eu mal conseguia enxergar o Sol que nascia por trás do morro desenhado pelas silhuetas dos telhados. Não via que tudo aquilo mudaria, e que á mim só faltava crescer.
Hoje voltando pra casa, vendo a pequena vista tão conhecida, lembro daquele tempo passado. Agora me acho bem além dos telhados que encobriam o Sol, e meus horizontes agora são pequenos para as tantas possibilidades que tenho.

Ainda sim, aquele vale sempre será meu mundinho.

Procura-se


Procura-se


Muitos diriam ser futilidade e outros acreditariam nesses primeiros. Alguns ignorariam dizendo ser drama. Ela poderia ser chamada de rainha do drama, mas definitivamente, isso era muito maior.

Nesse momento ela estava em seu quarto com o rádio no ultimo volume. Seus ouvidos eram preenchidos com ” My chemical romance”, enquanto o que restava de si era despreenchido de qualquer esperança.

As lágrimas não davam trégua, nem mesmo todas as duvidas que pairavam em sua cabeça.

Seu coração batia tão alto que ela poderia senti-lo pulando pra fora, mas estava muito ocupada com a dor insuportável que crescia e parecia quebrar suas costelas uma por uma, torturando-a. Ela poderia escrever uma lista sem fim de todos os seus motivos, mas chegou à conclusão de que não devia explicações e sabia que, de qualquer forma, ninguém iria ouvi-la.

A única coisa que queria era paz. Procurava-a nas gotas que vinham da escuridão do céu e colidiam com sua pele, no vento gelado e incansável, no barulho das folhas caindo das árvores... Tudo que ela ainda encontrava eram o ódio e a vontade de deixar tudo para trás.

Tudo aconteceu rápido demais.

Aproveitou o barulho do rádio, que impedia qualquer um de escutar o que quer que ela fizesse, e desceu as escadas. Em pouco tempo viu-se na rua, em meio ao barulho dos carrose a luz alaranjada dos postes. Seus pés seguiram em um ritmo descompassado e só parou após notar o quão longe estava. Sentia-se segura com a distância que criara. Sentou-se na guia da calçada e esperou que o crepúsculo levasse seus temores.

Foi quando ele apareceu atrás dela, fazendo com que nascesse um grito estridente dela. Sim, ele estava lá. Trouxe junto consigo o sorriso dela.

Beatriz.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Linha de Raciocínio

Bom, meu segundo post aqui e estou mais animada do que antes com o blog. Para acompanhar o texto de hoje e também porque música faz parte de mim, deixo para quem quiser ouvir, O Vento de Los Hermanos. Não tem á ver diretamente com o texto mas é uma ótima fonte de inspiração.


Linha de raciocínio

É ou não é. As decisões são simples quando vistas desse ângulo. Embora frequentemente eu tente me convencer de que a maioria das ideias consiste em um sim ou não, em minha mente nada se decide com um “simples assim”.
Um mar de razões, opiniões e confusões invadem meu com e inconsciente toda vez que busco alguma solução. Se o mundo se resumisse na perfeita simetria do “sim e não”, não haveria motivos para loucos, filósofos e cronistas existirem.
Falando em filosofia, respostas prontas e objetivas são muito desgastantes e pobres de espírito, além delas próprias perderem sua essência com o tempo. Adão e Eva já foram vistos como História, parte da realidade, e hoje são mais vistos como história, um conto metafórico. O que alimenta o espírito para sua evolução não são as respostas, são as perguntas que giram pelo espaço como linhas tortuosas que meros mortais tentam entrelaça-las até formar o fino tecido da realidade.
Voltando ao início de minha linha, o mundo apenas parece grande demais para existirem apenas dois caminhos. E por enquanto, cabe à ciência da insanidade achar o terceiro.



Luisa.

domingo, 10 de novembro de 2013

Me apresentado - Fear of the Dark

Olá! Devo começar dizendo que meu nome é Beatriz e que só estou aqui por causa da Luisa (mentira, eu estou animada com o blog tanto quanto ela). Como a Luisa disse, há duas pessoas administrando esse blog, dentre elas: Eu. Costumo escrever no meio das aulas e andar todos os dias com uma câmera no bolso, afinal, são minhas maiores paixões. Andar com uma câmera por aí faz com que a maioria das pessoas me rotulem de louca, mas não vejo problema nisso por conta dos resultados que mostrarei pra vocês em Olhares. Bom, antes que eu escreva um livro sobre mim no que deveria ser uma breve apresentação, deixo pra vocês um dos fragmentos do meu coração.


Fear of the Dark

O dia acordou alegre; lá fora há pessoas nas ruas, os cachorros latem, crianças correm, pássaros cantam e a luz bate na janela. Entretanto, enquanto lá as pessoas seguem suas vidas normalmente, aqui dentro o ar é denso e há apenas escuridão. E medo.

Por um momento, o local não transparecia ser preenchido por alma alguma. As cortinas agitavam-se com o vento e uma singela fresta permitia a entrada da luz; revelando um movimento entre os lençóis. Um ronronar e um resmungo. O gato cinza, que se acomodava em suas pernas finas, ergueu-se e retirou-se do quarto empoeirado. Ela tentava esquivar-se da claridade, mas não tinha energia ao menos para bocejar.

Afastou a colcha, permitiu às imagens que consumissem tudo que restava de si. Sem querer, trouxe à tona as páginas mofadas do passado que se uniam a claridade para queimar sua pele. Com mais alguma luz, poderíamos notar todas as folhas brancas que se espalhavam pelo chão, mas ela não tinha tinta para ocupar as outras páginas. Fechou o livro e tentou desfazer-se das folhas mofadas, porém não era possível.

Em uma sala onde o tic-toc era insuportável, o sinal tocou e despertou-a de seus devaneios. Logo, estava pronta para voltar para casa, mesmo seu coração ainda habitando o cômodo morto.

Me apresentando - Loosing my religion

Olá,
Vou brevemente me apresentar aqui, e dar algum raio de explicação para o quê estou fazendo.
Esse blog tem duas pessoas administrando-o e uma delas sou eu, popularmente (ou nem tanto) conhecida como Luisa. Escrevo textos e quando dá na telha, faço alguns desenhos, que também postarei por aqui, na parte Rabiscos. Sem mais delongas, conheçam um pouco de mim do modo mais sincero que posso lhes oferecer, com meus escritos.
Espero com toda vontade possível que aproveitem algo daqui.







Loosing my religion

O que é ser Eu? O eu maiúsculo, o meu ser, o meu nome e a quem ele pertence. Minha pura essência.
Cada um que me conhece sabe quem eu sou. Mas o que sabem é quem eu sou por fora, para o mundo, não as coisas que eu penso, mesmo que eu diga tudo. E eu não sou muito fã de dizer o que habita minha mente.
O que eu sou por dentro é um emaranhado da minha vida, cheio de fragmentos interligados, que flutuam e se reconectam a cada segundo, me mudando a cada pensamento. Eu não sei ao certo se um dia esse emaranhado será uma coisa fixa.
E a carne e osso? Eles crescem, mudam a cada instante. São formados de tantos outros tecidos e células, é uma união tão grande de coisas tão pequenas que fogem à minha compreensão.

Eu. Sou apenas um conjunto de formas, sonhos e fantasias, crenças e descrenças em tantas coisas que não sei contar. Sou simples, sou pequena, sou tão verdadeira que minha mente, tão etérea, não consegue compreender. Sou tudo o que me cerca, sou tudo que aprendo, sou humana.

Luisa 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...