domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sempre Existe Amanhã

Hey.
Esse texto surgiu enquanto olhava as nuvens no céu. Tanto espaço no mundo, porque então essa sensação de sufocamento cada vez mais comum nas pessoas? Para acompanhar, Charlie Brown Jr. - Céu Azul. Boa reflexão.


Sempre existe amanhã


O Sol nasceu encoberto. Com o passar das horas, as nuvens foram se espalhando, como se azul pedisse espaço. Um sorriso então pediu espaço em meus lábios ao ver um olhar atento de alguém aos meus modos tristonhos. Os olhos perdidos pediram espaço entre corpos apressados para um cumprimento de bom dia.
Queria que minhas forças pedissem espaço em meus músculos, e minhas ideias pedissem caminho para se abrirem ao mundo. Mas enquanto a dor no peito não pede espaço para os gritos, e os gritos perdem espaço para a cordialidade que insisto em manter, espero que o próximo Sol nascente abra espaço para todo bom dia, sorriso, nuvem e azul que estiver no céu.

Luisa

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Teoria dos loucos


Sabe aqueles professores de filosofia que te põe pra pensar nas coisas mais loucas? Então...

Teoria dos loucos


Gosto do desconhecido. Da adrenalina do improviso. De sentir medo. Odeio esperar. Ter que me programar. Ou simplesmente me explicar.
Às vezes, não estamos preparados para o que vem. Mas, mesmo assim, vem. E não tem como fugir...
Você acredita que consegue correr. Se esconde. Some. Acredita que esqueceu. Porém está sempre lá. Te esperando até você resolver ir a luta. Enfrentar. Buscar a solução.
E quando finalmente encontrar, vai ficar tão feliz, voada, distraída... Que cairá em outro buraco escuro. E mais uma vez, mesmo dentro dele, fingirá que ele não existe. Uma loucura, eu sei, mas discorda que seja assim com você também?
O caso é enfrentar seus medos. E saber que eles nada mais são do que seu próprio consciente tentando te enlouquecer.

Beatriz.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Devaneios Urbanos

Devaneios Urbanos



Ele com suas bocas de sino balançando com o vento; ela com sua guirlanda de flores colorindo os cabelos cor de mel. Cada um com sua mochila estrada a fora. Um caminhar aliviado. Casa? Brigas? Gritos Lágrimas? Nunca mais. Os dedos entrelaçados e sorrisos de canto de boca. 
As pessoas que voltavam do trabalho observavam pelas janelas de seus carros a cena pouco comum. Ela para com seu vestido branco e olha para a parte escondida no mato, mal se deu conta quando ele o adentra e pega o que ela tanto desejava com os olhos. Com o dente de leão em mãos, ela sorri e sopra-o para obter a única coisa que almeja.
Viver seus sonhos.


Beatriz.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Queria eu

Hey.
Um texto de alguns desejos que tenho. O blog anda meio parado, mas andamos um tanto atarefadas. Não abandonamos nosso cantinho :)

Queria eu

Queria eu, por mais sonho que fosse, ser possuidora de todas as soluções. Queria eu poder dá-las aos sofredores, achar os males de Pandora e deixar livre a esperança.
Queria eu, ser o fraco de todos os monstros, ser forte o bastante para não sobrar dor em mim. Queria eu explicar o mais vil dos amores, e o fel que os amantes sofridos são obrigados à engolir.

Queria eu, como mais uma pobre alma, distribuir a calma, como anjo do céu. Queria eu, dar um fim à todo escuro, e um caminho curto e puro aos que só pisam nos cascalhos da vida.

Luisa

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Tempestade

Talvez tenha surgido em meio a alguma outra tempestade. Ou provém de mais um devaneio.


Tempestade


Seus passos leves sobre a areia áspera. Os trovões incomodavam ao anunciarem tragédia continuamente. O céu clareava a cada relâmpago. O barulho do mar era alto, ensurdecedor. Assustador. Então ela parou. Posicionou o pé no estribo. Impulsionou e... Sentou-se. Estava em cima de seu único companheiro. Estavam juntos desde os seus quinze anos. Acreditava que ele seria mais fiel que qualquer outro. O cavalo era branco com poucas manchas.
Galopou em meio às lágrimas vindas do céu. Devagar. Calma. Como se a situação perigosa a agradasse. Provocante para a morte. Queria chamar atenção de Deus. Mesmo sem saber se o tal existia. Mas nada aconteceu.
Suas tentativas eram sempre falhas. Nao seria diferente. Ela já sabia. Então deixou de sonhar acordada. Era loucura se imaginar atiçando seu próprio fim.
Convenhamos, não era sua culpa. Porem seria certo culpar a Deus? As perguntas nao paravam de persegui-la. Tentou não sonhar. Recompôs-se.
Ainda assim caminhava como um galdeio. Talvez estivesse perdida. Não sabia como, mas perdeu-se dentro de seus próprios passos.

Beatriz.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sonhos de Papel

Hey.
Um texto escrito em alguma noite de insônia das férias. Nirvana - Where Did You Sleep Last Night, não escute se estiver deprimido.

Sonhos de Papel

A insônia me pega de surpresa, com um tom cheio de dúvidas. Parte de mim quer ser levada pelo sono, mas outra parte, grita, anseia por respostas.
Então olho para o escuro e tento enxergar meu consciente. Meu passado, presente e futuro, como eu gostaria que eles fossem. Só aí me dou conta de que são exatamente como deveriam ser, pois deviam ser como os fiz. Não fiz diferente por medo, e se fosse, não seria irracional. Fiz do jeito certinho e tranquilo porque me contentava em sonhar com aventuras sem riscos. Sonhos são livres, mas inconstantes, principalmente se postos em prática. Então, preferi o caminho que já sabia o resultado.
Não fiz meus sonhos, mas sonhei de olhos abertos, e não me arrependo. Errei nesse caminho certo que escolhi, mas não mudaria uma escolha sequer. Talvez, em algum momento, só tenha me faltado um “talvez” na vida.

A noite é um papel em branco, onde vou preencher suas lacunas com o que bem entender.

Luisa

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Como melhorar suas tardes

Hey.
Hoje o post é um tanto diferente. Inspirado em uma cabeleira ambulante com quem divido este blog, serve tanto para marcar data, mas algo bem mais importante, esse dia de ontem e todos os outros dias com que sempre pude contar com a Beatriz. E eu sei que essa música já esteve aqui, só que não tenho opção se não colocá-la. Pitty - Na Sua Estante. 
Ps: Desculpa o leve atraso.

Como melhorar suas tardes

Primeiro, vá ao shopping com amigos que acabou de conhecer, se perca dos que já pouco conhece e entre em uma discussão sobre livros com os novos desconhecidos. Logo de cara, já acha alguém com algo em comum se der sorte. Depois de assuntos em comum, ache lugares em comum, como os intervalos das aulas e as salas no mesmo pavilhão.
Finalmente, compartilhe sua vida, risadas e passos descompassados de uma festa à fantasia. Ouça no telefone em viva voz enquanto quem conversa do outro lado da linha escolhe sua roupa de chapeuzinho vermelho dark. E quando suas vidas fizerem parte uma da outra, saia por aí apenas pelo prazer de ver algo novo na companhia de outro par de olhos atentos.
Quando as coisas ficarem difíceis, naquelas épocas em que respirar é tarefa com hora marcada, tente matar o tédio com textos em papéis, risos bestas, histórias e quem sabe, um blog. Se as lágrimas correrem, ampare-as e seja o dono de um abraço amigo. Se os conselhos forem pedidos, dê porque se importa com quem está todos os dias com você, e não só porque é o certo à se fazer.
Por fim, nunca se mate por alguém. Porque se alguém está ao seu lado, é porque quer compartilhar suas alegrias, sua vida, e amigos são para essas coisas.

Bea, maninha, desculpa se sou desnaturada às vezes, mas nunca esqueça que me importo com você mais do que imagina. Feliz aniversário, e nem adianta dizer que é mais velha e por isso manda, porque sempre será a baixinha doida que conheci no shopping.

Luisa

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Menina de 17

Menina de 17


Não era como se muita coisa tivesse mudado. A mãe a cutucou. Com dificuldade a menina abriu os olhos. Acordou com a mesma cara de sono. Agora tinha 17. Mas que diferença isso fazia? Não lhe trazia muito. Nada de experiências. Erros ou acertos. Nada de sabedoria. Apenas um número. Única e simples mudança.
Mesmo com 17 anos ainda age como uma garotinha. A mãe espera que ela se levante. Arrume-se para a escola. Mas ela não o faz. Os olhos brilham em direção a mãe. Repousa a cabeça sobre o colo da mulher. Guia sua mão para a cabeça que agora tem 17. Recebe o carinho de sua criadora. E suspira. Mesmo com 17 os problemas estão ai. Eles crescem a cada ano. A menina que agora tem 17 sempre aceitou isso.
Nada está diferente. Os dias ainda têm 24 horas. As horas 60 minutos. Os minutos 60 segundos. E a menina de 17 tem a vida. A vida pra seguir.
Levanta mesmo não estando preparada pros 17. Mesmo que eles não sejam quase nada.
Abandonou o conforto do colo e seguiu a viagem de todos os dias. Como deveria. Os ventos agora sabiam dos 17. Traziam as crises de alguém que agora tem 17. Traziam a cada segundo novos ventos. Ventos que daqui não muito serão ventos de 18.

Beatriz.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sentidos


Hey.
Não tenho muito a dizer sobre o texto, apenas que é uma reflexão com muitas analogias, e espero que tenha sentido. Black Label Society - Machine Gun Man como trilha sonora.

Sentidos

Todos são feitos de um amontoado de sentidos. Esses sentidos, como a visão e audição, fazem nascer suas interpretações, que por sua vez, transformam  sensações em sentimentos. Esses sentimentos então crescem e se materializam em expressões, que envelhecem as rugas e dão sensações, captadas por sentidos alheios de outras pessoas.
E esse ciclo de coisas etéreas e sorrisos nos rostos é que vivo observando. A simplicidade da inocência de uma criança fazer alguém rir, ou como o tédio pode arrancar toda a humanidade de um trabalhador cansado de ações repetitivas.
E o que eu posso fazer? Nada. Posso distribuir sorrisos, doar as sobras de felicidade que de vez em quando eu tenho, mas isso pode mudar uma pessoa na melhor das possibilidades.

As pessoas deviam começar à guardar os sentimentos. Reciclá-los, recriá-los, e quando forem devolvê-los ao mundo, que seja na dança da bailarina que encanta mesmo com dor nos pés e lágrimas no rosto. 

Luisa

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Soluço

Bom, texto que talvez pareça meio louco e sem sentido. Mas antes: queria pedir desculpas. Durante as férias foi meio complicado atualizar o blog, vocês devem ter percebido, por isso também não andei respondendo comentários! Mas agora as aulas voltaram e creio que tudo voltará ao normal.




Soluço


Aquela dor não era passageira. Não era rápida como um espirro. Era mais como um soluço. Daqueles que você sempre acha que passou. Mas que dez segundos depois... Lá está ele de novo. E não adianta ficar de ponta cabeça. Ainda dói. Não adianta passar segundos sem respirar. Ainda dói. Não adianta tomar 5 golinhos d'água. Ainda dói. Ainda soluça.
Quando vai dormir também é complicado. Mesmo em uma cama confortável ainda dói. E o soluço tira a concentração. Dormir não é uma opção.
Alguém sabe outra simpatia que leve embora essa dor, digo, soluço?

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